sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Márcia Dib é convidada a participar do Programa 'Pesquisa em Ação'

Márcia Dib em apresentação
pelo grupo Mabruk!
No próximo dia 19, a bailarina, coreografa e mestre em Cultura Árabe, Márcia Dib será          a  entrevistada do Programa "Pesquisa em Ação", da TV São Judas (produzidos pelos alunos do 4º ano de jornalismo da Universidade São Judas Tadeu).

O objetivo do programa é explorar a tese de mestrado A diversidade cultural da Síria através da música e da dança, defendida por Márcia na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), no final de 2009, que originou o livro Música Árabe: expressividade e sutileza. Além disso, a intenção é mostrar as características do folclore árabe, rompendo com pré-conceitos relacionados aos costumes desse povo no Brasil.

É válido lembrar que Márcia Dib é a fundadora do “Mabruk! Companhia de Danças Folclóricas Árabes”. Criado em 2005, o grupo em com objetivo pesquisar, discutir e divulgar a cultura árabe por meio da dança.

Sobre o Programa:
"Pesquisa em Ação" tem como proposta apresentar ao telespectador um estudo (não necessariamente acadêmico) embasado em idéias, teorias, estatísticas, desenvolvidos por um estudioso. Contudo, a intenção é desmistificar, tornar claro, simples e fácil o exposto ao público.

Apesar de ser um trabalho acadêmico, é válido ressaltar que este é produzido no estúdio de televisão da universidade, e monitorado por profissionais gabaritados na área de comunicação social. Logo, há toda uma preparação prévia do proposto, como apresentação do tema (pauta), elaboração de roteiro, script, entre outros, assim como acontece nas grandes emissoras de TV.


A data de exibição do programa será divulgada a partir do mês de dezembro. Aguarde!!!

terça-feira, 2 de novembro de 2010

A música árabe em livro

A pesquisadora em cultura árabe Márcia Dib é autora de Música Árabe: expressividade e sutileza, livro elaborado a partir da pesquisa "A diversidade cultural da Síria através da música e da dança", tese defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH/USP), no final de 2009.

Sendo a música árabe uma arte integrada com outras áreas do conhecimento e da existência, ela tem o poder de tocar profundamente os sentimentos e as pessoas respondem a ela com seu corpo e sua mente. Neste livro, a autora explora as concepções de mundo que levaram a música árabe a ser tão admirada, envolvente e complexa.

O tempo concebido como circular, manifestando-se em torno de um eixo; o aprendizado baseado na oralidade; a importância da memória e da palavra; a atuação dos sons sobre o corpo e a mente; são alguns dos assuntos abordados, e estes influenciam a composição, a execução e o aprendizado musical. Além disso, são expostas as principais características melódicas e rítmicas da música árabe, como o sistema modal, a formação das escalas, a afinação, as relações entre som e silêncio.

“Não existem publicações em português sobre música árabe, o que levou o editor a me convidar. Mesmo ao longo do processo de pesquisa e exposição do tema aos colegas, percebi a surpresa diante de tantas coisas desconhecidas no Brasil. É realmente um campo ainda muito pouco explorado”, afirma Márcia Dib que também desenvolve espetáculos com o grupo "Mabruk! Companhia de Danças Folclóricas Árabes" e ministra aulas teóricas e palestras sobre a cultura moura.

Dentro de um mercado escasso em publicações sobre o assunto, essa iniciativa editorial é de extrema importância para compor o cenário de diversidade cultural acadêmica. 

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Fundadora do grupo Mabruk! oferece oficina sobre danças árabes

No dia 30 deste mês, a fundadora do grupo “Mabruk! Companhia de Danças Folclóricas Árabes”, Márcia Dib, fará oficina gratuita sobre danças étnicas árabes para crianças e adultos. A aula pretende apresentar para pais e filhos a cultura árabe e os benefícios das danças para as crianças.

Segundo Márcia Dib, a ideia do projeto “é mostrar para as famílias como as danças étnicas podem estimular, nas crianças, a criatividade, a coordenação motora, a sensibilidade auditiva, além de proporcionar o contato com a diversidade de sons e gestos”.

Apesar de descendente de sírios, Márcia Dib - diferentemente das crianças que desde cedo, graças ao seu curso, podem tomar contato com essa cultura - só foi conhecê-la na juventude. “Minha família, que saiu da Síria por causa das dificuldades financeiras que passava por não ser mulçumana e pertencer a uma minoria, no Brasil, não manteve as tradições do país do oriente. Abriu mão das danças, da música e da língua. No entanto, aos vinte anos, por puro interesse em conhecer a cultura dos meus ancestrais, comecei a estudá-la. Nessa fase, cheguei até a me converter à igreja ortodoxa”, explica.

Como a curiosidade era grande, Marcia fez questão de visitar a Síria e até estagiou em grupos de danças no país oriental. Mas, como não queria se afastar do Brasil, decidiu retornar. Foi justamente nesse período que fez seu mestrado, intitulado: “A diversidade cultural da Síria através da música e da dança”, na Universidade de São Paulo (USP).

Hoje, além de mestre em Cultura Árabe, ela continua seu trabalho no grupo Mabruk! e é professora de danças árabes no Esporte Clube Sírio, onde desenvolve diversos trabalhos para todas as idades.

Venha participar!!!

A Su Salud – dança, saúde e movimento
Dia:
30/10, sábado, às 15h

End.: Alameda Jaú, 404 – Jardim Paulista
Mais informações: 2373-7300

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O ritmo e melodia da cultura árabe

Instrumento melódico "oud"
A tradição árabe é pouco conhecida no Brasil. Os exemplos que chegam ao País, provenientes da mídia internacional, são, na maior parte das vezes, inseridos em um bojo carregado de superficialidade e preconceito. A música não fica de fora.
 
Nas apresentações do grupo Mabruk!, entretanto, é possível ver um recorte da cultura árabe em um contexto amplo. A dança preenche o visual, ao passo que a música inebria a audição do espectador.

Instrumentos de percussão derbak, mazhar e raq
Oud, buzuk, mazhar, kanun, raq e derbak são nomes desconhecidos da população. Estes instrumentos fazem parte de canções árabes que, assim como a brasileira, é rica em percussões e diversa em sua concepção.

A pesquisadora de cultura árabe e coreógrafa do grupo Mabruk!, Márcia Dib, afirma que a grande diferença entre os instrumentos melódicos árabes e os ocidentais está na forma como se estruturam as músicas. “Enquanto um piano já tem as notas definidas, os instrumentos que utilizamos são temperados, ou seja, há diversas intermediações entre uma nota e outra. Para conseguir alcançá-las, o músico deve escorregar o dedo por entre as casas. Tal processo assemelha-se bastante ao utilizado pelos indianos.” O caso citado por Márcia, portanto, é o das cítaras, na Índia.

Kanun e suas diversas cordas
Os instrumentos melódicos são divididos em duas famílias: sahb e naqr. Enquanto em sahb os instrumentos têm um som contínuo, que pode ser puxado ou esticado – como a nay (flauta) e o violino –, em naqr, o som é dedilhado ou martelado – a exemplo do oud (alaúde) e kanun.

Buzuk
Nas canções onde há a predominância do canto e da palavra, há três categorias em que elas podem ser encaixadas: o virtuosismo, no qual há frases longas e floreios sofisticados; improviso, no qual há uma sintonia entre cantor, instrumentista e ambiente, o chamado tarab (êxtase); e os cantos utilizados em diversas situações do cotidiano.



Assista a um vídeo com mais exemplos de instrumentos árabes: 

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Danças folclóricas árabes transformam cotidiano em arte

Toda manifestação artística, seja através de músicas, quadros ou livros, reflete a cultura, os costumes e o cotidiano da sociedade da qual o autor pertence. Com as danças folclóricas árabes não poderia ser diferente.

Além de expor a cultura de diversos países árabes, como Iraque, Irã e Marrocos, elas refletem o cotidiano de grupos sociais. “A característica principal das danças folclóricas árabes é que os passos surgem do dia a dia e de ciclos naturais, como da colheita, da semeadura, das lutas e do moinho. As pessoas transformam gestos do cotidiano em arte”, conta Márcia Dib, mestre em cultura árabe e fundadora do grupo “Mabruk! Companhia de Danças Folclóricas Árabes", diz. 

Apresentação Mabruk!
 Márcia explica ainda que em lugares em que se utilizam mais cavalos, por exemplo, a postura na hora da dança é ereta e com passos marcados. A intenção, contudo, é retratar a posição de montaria no animal. 

Há quatro regiões típicas dos países árabes que servem de inspiração na hora da dança: a praia, a cidade, o campo e o deserto. Neste último, por exemplo, por apresentar característica climática quente, as danças são elaboradas de forma mais leve e com movimentos de braços. Já no campo, em que predomina o clima frio, há danças mais agitadas, com o intuito de “esquentar” e “espantar” as temperaturas baixas.
 
Deserto - Arábia Saudita
 “Cada região tem seu povo e seu tipo de dança, mas essas demarcações são imaginárias.
As fronteiras são permeáveis, pois os árabes viajam muito para essas quatro regiões, principalmente por causa do comércio. Dessa forma, a rota da comercialização se transforma em cultura. As pessoas e danças acabam se interagindo, se interdependendo”, completa Márcia.

Créditos Fotos 1 e 3: google imagens
Foto 2: http://marciadib.blogspot.com/

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Mabruk! participa do Festival Internacional de Danças Folclóricas

Neste domingo, 26, o grupo Mabruk! representou a Síria no 39º Festival Internacional de Danças Folclóricas, realizado no Grande Auditório do Bunkyo, em São Paulo. Com o lema "Um sonho de harmonia entre os povos", o público conferiu apresentações originárias de 23 países, dentre eles, Alemanha, Bolívia, Brasil, Itália e Japão. Demonstrações artísticas das mais diversas matrizes culturais dos quatro cantos do mundo.

Marcado pela beleza e cores vivas do figurino, o grupo Mabruk!, sob a direção de Márcia Dib (criadora do grupo) demonstrou aspecto alegre durante toda sua permanência no palco. Movimentos delicados, leves e sutis das coreografias, muito bem ensaiadas e marcadas, transmitiram ao público a essência do comportamento social da comunidade Síria.

Representando a Síria, o Mabruk! cumpriu, de maneira exemplar, o objetivo central do Festival: revelar e divulgar as manifestações folclóricas dos diferentes países dentro do Brasil!!!

Confira as fotos das apresentações do Mabruk!:









Crédito das Fotos: Jin Yonezawa

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Acompanhe a participação do Mabruk! no 39º Festival Internacional de Danças Folclóricas!!!

No próximo final de semana, dias 25 e 26 de setembro, a partir das 14h, acontece o 39º Festival Internacional de Danças Folclóricas, no Grande Auditório do Bunkyo, em São Paulo. (CLIQUE NA IMAGEM PARA APLIÁ-LA)

Durante os dois dias do evento, o público poderá conferir apresentações de grupos infantis e adultos. Sob o lema “Um sonho de harmonia entre os povos”, o Festival contará com a participação de 23 países.

Neste ano, o grupo Mabruk! vem com uma proposta inovadora e ousada: coreografia de dança representando a Síria. Imperdível!!! Você poderá apreciar a apresentação do grupo no domingo, a partir das 14h.

O Festival é um evento comemorativo aos 55 anos de fundação da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social. O encontro é realizado pela Comissão de Dança Folclórica Internacional e patrocinado pelo Banco Santander.

Para saber mais, acesso o site: bunkyosp@bunkyo.org.br

39º Festival Internacional de Danças Folclóricas
Quando?: 25 e 26 de setembro de 2010
Que horas?: a partir das 14h (isso vale para os dois dias)
Onde?: Grande Auditório do Bunkyo – Rua São Joaquim, 381 - Liberdade (próximo ao Metrô São Joaquim)
Convites: R$ 10,00 na Secretaria do Bunkyo (atendimento das 9h às 17h30)
Informações: (11) 3208-1755

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Mabruk! será assessorado pela Parole

Apresentação de algumas integrantes do Mabruk!
Comunicamos que a partir de hoje, 22 de setembro de 2010, o grupo "Mabruk! Companhia de danças folclóricas árabes" – fundada há cinco anos pela dançarina e mestre em Cultura Árabe Márcia Dib - referência em cultura árabe no país – será assessorada pela Parole Assessoria de Imprensa
  
O vínculo da Parole com o grupo Mabruk! é evidenciado por meio da seriedade, sensibilidade e interesse pela atividade cultural. É válido ressaltar ainda que essa união será marcada pela criatividade extraída de profissionais jovens e ousados com experiência em criação, planejamento e coordenação de projetos inovadores.   


 O objetivo da Parole Assessoria de Imprensa é estabelecer uma relação coesa entre o grupo Mabruk! e os veículos de comunicação, baseado no conceito de diálogo integrado e fundamentado na ética. Para tanto, a finalidade principal é difundir uma cultura diferente, alvo ainda de pré-conceitos por falta de conhecimento das tradições árabes.
 
O Mabruk!, por sua vez, tem como missão levar à sociedade conhecimentos e estimular a curiosidade desta por uma cultura pouco difundida no Brasil, através da suavidade e beleza da dança.   


Além da prestação de serviço ao grupo, a intenção da Parole Assessoria de Imprensa é realizar um trabalho voltado à divulgação do livro “Música Árabe: expressividade e sutileza”, de Márcia Dib, coordenadora do grupo. Desta forma, a condução dos trabalhos serão voltados em prol da divulgação do grupo Mabruk! e da difusão e valorização do folclore árabe.